sábado, 15 de outubro de 2016

Grupo de Estudos Nietzsche: Genealogia da Moral

O Grupo de Estudos Nietzsche UFPel, tem o prazer de convidar a comunidade em geral para a leitura da segunda dissertação da obra Genealogia da Moral, que iniciará na próxima segunda-feira (17/10) às 16hrs.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Apresentação e Lançamento do Dicionário Nietzsche do GEN.

O evento ocorreu no dia 21/09/2016 na Universidade Federal de Pelotas, com a participação do Professor Dr. Clademir Araldi e do Professor Dr. Luis Rubira. Seguem imagens:




sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Além do Bem e do Mal – Capítulo: Povos e Pátrias. Aforismo 255: Sobre a Música.

                                                                                  Pintura de Richard Wagner (artista não identificado). 

Sabemos bem a importância da música no pensamento nietzschiano. É a música a mais bela das experiências estéticas, é ela capaz de exprimir da sociedade as mais diversas informações de sua cultura.  A música representa, portanto, elementos morais que caracterizam seu povo. Para o filósofo, seria a música transcendente das barreiras de espaço e de tempo, chegando aos ouvidos de todos, até mesmo daqueles que não querem ouvir. Por isso, parece correto afirmar que, ao querer modificar a cultura – como pretendia Nietzsche na elaboração de sua Filosofia – deve-se primeiro se atentar e modificar a sua música. Parece-nos clara essa afirmação quando levamos em conta que em seu projeto de crítica da moral e dos valores cristãos, o autor buscou na figura de Wagner um auxilio para elevar a comunidade europeia, recuperando antigos valores fortes dignos da tragédia grega.
Eu poderia imaginar uma música em que a rara magia seria nada mais saber de bem e mal, sobre a qual talvez alguma saudade marinheira, sobras douradas e suaves fraquezas apenas passassem vez por outra: uma arte que de longe percebesse, fugindo em sua direção, as cores de um mundo moral declinante, já quase incompreensível, e fosse hospitaleira e profunda o bastante para acolher esses refugiados tardios. – (NIETZSCHE, 1992, p. 165).
A passagem anterior é suficiente em demonstrar a ligação entre fundamentação e crítica da moral e da estética no pensamento nietzschiano. E como bem pretende o autor, devemos “ruminar” sob o seu texto. Concluímos ainda com uma provocação: Sendo a música o ponto de partida para a análise e crítica de uma determinada sociedade, uma questão contemporânea sob as lentes nietzschianas precisa ser considerada. Como será que Nietzsche descreveria o Brasil do século XXI? Convido aos leitores do blog a divagarem acerca disso nos comentários dessa publicação.
                                                                                                                                          Beatrís Seus
Referências:

NIETZSCHE, Friedrich. Além do Bem e do Mal: Prelúdio a uma Filosofia do Futuro. Tradução, Notas e Posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.